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As consequências nas reprodutoras são falhas reprodutivas e sintomatologia respiratória. A descendência sofre de problemas respiratórios causados por infecções secundárias que se agravam devido às propriedades imunomoduladores do vírus do PRRS (PRRSV).
Sobre o PRRS
- Etiologia
- Consequências
- Patogénese
- Sinais clínicos
- Interacções
- Diagnóstico
- Controlo
Para mais informações sobre o PRRS consulte
www.porcilis-prrs.com.
Etiologia
O vírus PRRS tem uma cadeia única de RNA.
Classificação:
Espécie: Nidovirales
Família: Arteriviridae
Tipo: Arterivírus.
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Consequências do PRRS
O impacto económico do PRRS numa unidade de engorda é considerável. Em reprodutoras é dramático, embora ao fim de alguns meses a exploração possa atingir uma situação estável. No entanto, os problemas de reprodução podem voltar se as reprodutoras se destabilizarem, devido a recirculação do PRRSV a partir da unidade de engorda ou de marrãs excretoras.
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Patogénese da infecção por PRRSV
Este vírus é transmitido de diversas formas. O vírus entra e replica-se nos macrófagos. A doença pode ser subclínica ou clínica. O síndrome apresentado, seja ele respiratório ou reprodutor, depende da idade dos porcos afectados.
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Sinais clínicos
Porcas e leitões
A infecção por PRRSV pode causar falhas reprodutivas importantes:
- partos prematuros
- leitões nados-mortos ou mumificados
- leitões débeis PRRSV positivos (50% morrem logo após o nascimento)
- retorno a cio demorado
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Leitões débeis e nados-mortos ao parto como resultado da infecção por PRRS na porca.Para além da incapacidade reprodutora, as porcas podem manifestar:
- anorexia
- febre
- letargia
- pneumonia
- agaláxia
- descoloração avermelhada/azul dos ouvidos e vulva
- edema subcutâneo e nos membros traseiros
- retorno a cio após o desmame demorado
- em casos raros morte.
Leitões recém-nascidos
Os leitões recém-nascidos podem apresentar diversos sinais clínicos. Os mais característicos são dispneia, taquipneia e morte.
Porcos em fase de engorda e recria
A infecção por PRRSV isolada é muitas vezes subclínica. No entanto, é indirectamente responsável por enormes prejuízos económicos em unidades de engorda por ser um dos agentes primários do multifactorial complexo respiratório suíno (CRS).
Se existirem sinais clínicos são maioritariamente respiratórios:
- febre
- espirros
- hiperpneia
- dispneia
- tosse
- pneumonia
- letargia
- edema periocular
- descarga oculonasal
A infecção experimental de porcos SPF apenas com PRRSV não tende a produzir sinais clínicos.
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Interacções entre PRRSV e outros agentes patogénicos
O PRRSV interage com outros agentes patogénicos e causa graves sintomas respiratórios em porcos de recria e engorda.
Mecanismo de interacção
O mecanismo pelo qual o PRRSV interage com outros agentes ainda está a ser investigado. Contudo, em experiências clínicas verificou-se que:
- Mycoplasma reforça os efeitos patológicos do PRRSV.
- O PRRSV reforça os efeitos patológicos do vírus da gripe suína.
- O PRRSV predispõe os porcos a infecção e doença causada por Streptococcus suis.
- O PRRSV pode levar à perda de função bactericida de macrófagos pulmonares intravasculares.
Função do PRRSV
Ainda não é possível determinar quais as combinações mais importantes de agentes patogénicos ou definir a importância do PRRSV na gravidade da doença respiratória em porcos. É difícil comprovar experimentalmente devido à patogenicidade das estirpes de vírus usadas, momento da infecção, estatuto serológico dos porcos usados e ausência de factores de predisposição ou stress relacionados com as instalações e/ou tratamento. A experiência clínica neste campo mostrou que a ocorrência de novos agentes origina problemas respiratórios cada vez mais complexos, tendo-se observado melhor desempenho em explorações cujos animais são vacinados contra o PRRSV.
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Diagnóstico de infecção por PRRSV
Os métodos usados para diagnosticar a presença de infecção por PRRSV são os seguintes:
- Serologia
- Isolamento do vírus (VI)
- RT-PCR
- Sequência de nucleótidos ou aminoácidos
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Controlo do PRRS em diferentes explorações
Nos porcos de engorda ou recria, bem como nas reprodutoras as seguintes abordagens revelaram-se eficazes:
- Vacinação
Está disponível uma vacina viva para vacinar todo o efectivo. Ver Vacinas para mais informações. - Estratégias de maneio
Como sempre, as práticas de maneio utilizadas desempenham um papel fundamental. As nulíparas que entram na unidade de cobrição devem ser aclimatizadas, os princípios de maneio all-in/all-out e do fluxo unidireccional de animais devem ser cumpridos durante as fases recria e engorda.
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