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Mycoplasma hyopneumoniae é um dos agentes que mais contribui para o desenvolvimento de doenças respiratórias em porcos.
Interage com outras infecções, causando lesões dos cílios no epitélio das vias respiratórias e permitindo a invasão de agentes patogénicos secundários. As infecções virais podem complicar ainda mais o cenário. Sabe-se que o vírus PRRS agrava a infecção por M. hyopneumoniae.
Sobre M. Hyopneumoniae
- Patogénese
- Sinais clínicos
- Diagnóstico
- Tratamento e prevenção
Patogénese
A transmissão de Mycoplasma hyopneumoniae ocorre por contacto directo com porcos afectados. A transmissão da porca para os leitões é pouco provável. Os porcos com mais de 6 semanas são os mais afectados.
O período de incubação depende da dose. Em doses elevadas, o período de incubação é de 11 dias; em doses moderadas de 4 a 6 semanas; em doses baixas causa infecções subclínicas crónicas.
O organismo liga-se aos cílios nas vias respiratórias, causando acumulação ou perda de cílios e produção excessiva de muco. O aparelho mucociliar fica assim comprometido, reduzindo a depuração de partículas inaladas e tornando o tracto respiratório mais susceptível a infecções oportunistas. A infecção por M. Hyo ocorre muitas vezes em simultâneo com outras infecções virais (sobretudo PRRS e PCV2) e bacterianas (P. multocida, B. bronchiseptica, S. suis, H. parasuis, A. pyogenes).
M. hyo também regula a resposta imunitária do hospedeiro. É imunossupressor e estimulador dos linfócitos. M. hyo induz a produção de citocinas pró-inflamatórias, designadamente IL-1 TNF e IL-6, que são responsáveis por grande parte das inflamações e pela natureza crónica da pneumonia por mycoplasma.
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Sinais clínicos
A gravidade dos sinais clínicos e dos prejuízos económicos depende dos agentes envolvidos, infecções bacterianas secundárias e/ou outros vírus, bem como dos factores ambientais e de maneio.
As infecções não complicadas por Mycoplasma hyopneumoniae causam:
- pneumonia crónica ligeira com tosse não produtiva
- pêlo áspero
- taxa de crescimento reduzida e falta de apetite.
Na presença de infecções bacterianas secundárias os sinais clínicos são mais graves
- aumento da tosse
- dificuldades respiratórias
- temperaturas elevadas
- prostração
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Diagnóstico de infecção por M. hyopneumoniae
O diagnóstico baseia-se em:
Para diagnosticar com precisão a infecção por M. Hyopneumoniae devem efectuar-se diversos testes.
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Lesões pulmonares macroscópicas num porco infectado com M. hyopneumoniae
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Corte transversal de um lobo pulmonar [-15454 + 3 = â€]“ múltiplos focos pálidos nos lóbulos afectados, indicando orientação brônquica da pneumonia.
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Tratamento e Prevenção de infecções por M. Hyopneumoniae
- A prevenção depende sobretudo da abordagem para conseguir o ambiente ideal [-15454 + 3 = â€]“ com especial atenção à qualidade do ar, ventilação, temperatura e densidade de animais. A separação por idades e o recurso ao sistema all in all out são muito importantes.
- Também se usam antibióticos no tratamento e prevenção das infecções por M. hyopneumoniae, embora o timing constitua um verdadeiro problema. O tratamento demasiado tardio ou precoce é ineficaz, pelo que muitas vezes deve prolongar-se durante mais algum tempo. A medicação precoce dará origem a ninhadas livres de M. hyopneumoniae.
- Uso de programas de porcos SPF.
Vacinação
A vacinação dos leitões antes da ocorrência de infecção pode ser uma estratégia eficaz para prevenir as lesões originadas por infecções devidas a M. hyopneumoniae
A MSD Saúde Animal disponibiliza duas opções de vacinação:
- Porcilis M Hyo - programa de vacinação de duas injecções
- M + PAC - programa de vacinação de uma ou duas injecções
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